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Atualmente, objetos cerâmicos inspirados no estilo Marajoara são produzidos por artesãos paraenses para venda. Os ceramistas são na maior parte dos casos descendentes de índios (caboclos) e mantêm uma tradição de produção cerâmica que vem sendo passada de geração em geração.
Em Icoaraci, Mestre Cardoso iniciou a produção de réplicas da cerâmica arqueológica e incentivou outros artesãos a fazerem o mesmo. Através dos anos, esta prática tem ajudado a divulgar a cultura indígena e estimular o turismo na região.
Nós, da MARAJOARA PONTO COM, acreditamos que a venda de réplicas ajuda na preservação dos sítios arqueológicos, ao disseminar informação sobre as culturas pré-históricas e proporcionar uma alternativa ao comércio ilegal de cerâmica arqueológica. Além disso, ajuda as comunidades de ceramistas a sobreviver do artesanato, replicando uma atividade que foi tão importante em épocas pré-históricas.
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SAIBA MAIS SOBRE A CERÂMICA MARAJOARA
A cerâmica Marajoara é extremamente resistente e as técnicas decorativas utilizadas são complexas. Conhece-se cerca de 15 diferentes técnicas de acabamento, que combinam de maneira variada o engobo branco e vermelho, incisões, excisões e pintura. Além disso, utilizava-se a modelagem de partes de animais ou mesmo faces humanas para compor apliques e apêndices em pratos, tigelas, vasos e banquinhos. As formas de vasilhas e objetos produzidos são muitas. Pode-se na verdade enumerar as mais comuns, mas existem muitas variações e sempre nos surpreendemos com alguma nova forma ou objeto diferente que surge de uma escavação ou coleção. Conhece-se: urnas funerárias, vasos, tigelas, garrafas, torradores, inaladores, pratos, banquinhos, estatuetas, tangas, pingentes, adornos labiais, tortuais de fuso, etc. Todos estes ocorrem em vários formatos e tamanhos.
Dentro do estilo Marajoara, existem sub-estilos que se distribuem por diferentes regiões na Ilha. Urnas pintadas que misturam características femininas e de corujas são encontradas na área do rio Anajás, enquanto que urnas funerárias incisas decoradas com padrões de serpente são características da região do Lago Arari. A distribuição de estilos estava relacionada a diferentes grupos sociais. Consequentemente, a arte pode ser usada para caracterizar, diferenciar e entender-se relações entre grupos sociais que encontram-se geograficamente separados, mas que tem parentesco em termos culturais.
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