Sobre Denise Schaan
Denise Schaan dirigiu diversos projetos arqueológicos na Ilha de Marajó. Seus interesses de pesquisa incluem Pré-história Amazônica, Sociedades Complexas, Iconografia, Estudos Cerâmicos e Gênero em Arqueologia.
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Publicações mais significativas
Into the Labyrinths of Marajoara Pottery: Status and Cultural Identity in an Amazonian Complex Society, in The
Unknown Amazon. Nature in Culture in Ancient Brazil. Edited by C. McEwan, C. Barreto and E.Neves, pp.
108-133. London: British Museum Press, 2001.
Estatuetas Marajoara: o Simbolismo de Identidades de Gênero em uma Sociedade Complexa Amazônica. Boletim do
Museu Paraense Emílio Goeldi. Série Antropologia 17(2):23-63, 2001.
Os Dados Inéditos do Projeto Marajó (1962-1965). Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, São Paulo
11: 141-164, 2001.
Recent investigations on Marajoara Culture, Marajó Island, Brazil. Antiquity (74):469-70, 2000.
Cultura Marajoara: História e Iconografia, in: Resgate da Cultura Material e Iconográfica do Pará, vol. I - Arte
Rupestre e Cerâmica. Belém: Sebrae/MPEG, 1999.
A Linguagem Iconográfica da Cerâmica Marajoara. Um Estudo da Arte Pré-histórica
na Ilha de Marajó, Brasil (400-1300AD). Coleção Arqueologia n. 3. Porto Alegre: Edipucrs, 1997.
Evidência Arqueológica e Organização Social na Fase Marajoara. Estudos Ibero-Americanos XXIII(1):97-114,
1997.

Denise Pahl Schaan nasceu em 1962, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil.
Graduou-se em História em 1987 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul,
e recebeu o título de Mestre em História, Área de Concentração Arqueologia
Amazônica, pela Pontíficia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS)
em 1996. Sua Dissertação de Mestrado, um estudo detalhado da coleção de
cerâmica Marajora "Tom Wildi", foi publicada em 1997 pela editora da PUC/RS.
Intitulada "A Linguagem Iconográfica da Cerâmica Marajoara", a obra aborda os
grafismos da cultura Marajoara a partir de uma metodologia estrutural, mostrando
que ícones representando a fauna da Ilha de Marajó eram usados para veicular
messagens sociais sobre mitologia, parentesco, e status social.
Em 1997, Denise mudou-se para Belém do Pará, para realizar estudos com as
coleções de cerâmica Marajoara do Museu Paraense Emílio Goeldi. Lá, ela
dedicou-se também a estudar a ocupação pré-histórica na região do alto Rio
Anajás, centro da Ilha de Marajó. Em seis anos de pesquisas, Denise Schaan
descobriu e estudou nove novos sítios arqueológicos da cultura Marajoara, dirigindo
dois extensos projetos de pesquisa. O primeiro, com financiamento da AHIMOR -
Administração das Hidrovias da Amazônia Oriental, fez parte dos Estudos de
Impacto Ambiental para a construção da Hidrovia do Marajó (1999 a 2001). O
segundo, intitulado "Lost Civilizations of the Amazon" (Civilizações Perdidas da
Amazônia) (2000-2002), é financiado pelo Instituto Earthwatch, e tem como
objetivo entender a ocupação pré-histórica no alto rio Anajás a partir de uma
perspectiva regional. Como resultado desses projetos, diversos artigos e capítulos
de livros foram publicados e trabalhos foram apresentados em congressos no Brasil
e nos Estados Unidos.
Em 1999, Denise Schaan iniciou o curso de Doutorado em Antropologia Social na
Universidade de Pittsburgh, Estados Unidos. Em agosto de 2004 defendeu a Tese
de Doutorado, intitulada "The Camutins Chiefdom: Rise and Development of Social
Complexity on Marajó Island" (O Cacicado dos Camutins: Emergência e
Desenvolvimento de Complexidade Social na Ilha de Marajó), resultado de
pesquisa financiada pela Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos
(National Science Foundation - NSF). Denise integra a Sociedade de Arqueologia
Brasileira e a Sociedade de Arqueologia Americana. Para custear seus estudos nos
Estados Unidos, recebeu bolsas de estudo do CNPq - Conselho Nacional de
Pesquisas, e da Fundação Heinz, de Pittsburgh. As pesquisas tiveram também o
apoio do Museu Paraense Emílio Goeldi.
Atualmente Denise Schaan é pesquisadora visitante do Museu Goeldi, com bolsa do
Ministério da Ciência e Tecnologia/ CNPq (Contato Fone: 91-217-6041).
Foto de Candace Voda