Pesquisas Atuais
Geoglifos da Amazônia
Grandes estruturas de terra cercando espaços geométricos foram pela primeira
vez observadas na Amazônia Ocidental há cerca de 30 anos. Entretanto,
somente recentemente esses sítios arqueológicos passaram a ser estudados
por um grupo de arqueólogos composto por Denise Schaan (UFPA), Martti
Parssinen (Univ. de Helsinque), Sanna Saunaluoma (Univ. de Helsinque), Alceu
Ranzi (UFAC) e MIriam Bueno (UFAC). Até o momento cerca de 200 desses
sítios foram identificados sobre uma área que cobre 250km do sul do Acre ao
sul do Amazonas. Círculos, retângulos e outras figuras geométricas com até
300 metros de diâmetro são formadas por trincheiras e muretas de terra, feitos
por sociedades pré-Colombianas há mil anos oumais. Para o que essas
estruturas eram usadas? Qual seria seu significado simbólico? Foram
construídos dentro da floresta ou a área seria anteriormente uma savana?
Essas são algumas questões que essas pesquisas tentam responder.



Cultura Marajoara
De 400 a 1300 de nossa era, cacicados competitivos desenvolveram-se sobre
os campos da ilha de Marajó. Aquelas era sociedades construtoras de tesos
(plataformas de terra) que desenvolveram uma cultura sofisticada conhecida
especialmente pela bela cerâmica produzida. Pesquisas na região foram
levadas adiante, em diferentes épocas, por Betty Meggers e Clifford Evans,
Mario Simões e Napoleão Figueiredo, Anna Roosevelt, e Denise Schaan, entre
outros..
As sociedades Marajoara desenvolveram complexos sistemas de manejo
hidráulico, do qual faziam parte barragens, lagos e os tesos. Sua economia
baseava-se na pesca intensiva sazonal, coleta de produtos silvestres e
provavelmente cultivo de mandioca.
Arqueologia em Santarém
A cidade de Santarém, localizada no Baixo Amazonas, está sobre um grande
sítio arqueológico. O local foi ocupado no século XVI pelos Tapajós, uma
poderosa chefatura cujos limites estendiam-se para o sul por até 75km, ao
longo do rio Tapajós e do platô de Belterra. A arqueologia da região tem sido
estudada por Anna Roosevelt, Denise Schaan, e Denise Gomes, entre outros,
Os sítios Tapajós se caracterizam por serem extensos, apresentarem espessa
camada de terra preta, cerâmica da tradição insico-ponteada, as famosas
pedras verdes (muiraquitãs) e diversos objetos líticos. Sobre o platô de Belterra,
foram escavados poços para estocar água da chuva e de vertentes. Os Tapajós
tinham uma economia baseada em peixe, mandioca e milho. Aqueles povos
foram conquistados pelos portugueses durante o século XVII.